O prefeito de Areiópolis, Antonio Marcos dos Santos, o Toni Cadete (PR), revelou nesta semana à reportagem do Jornal O ECO que já conseguiu quitar mais de um terço da dívida herdada das administrações anteriores. Depois de 10 meses à frente da Prefeitura Municipal da cidade vizinha, o chefe do Executivo disse que foram pagos pouco mais de R$ 4 milhões. O montante devido, porém, ainda soma mais de R$ 7,5 milhões.
 
Entre as pendências quitadas constam dívidas trabalhistas referentes a ações movidas por servidores da ativa - mais de R$ 1,5 milhão; débitos com fornecedores da Prefeitura Municipal - mais de R$ 1,9 milhão; parcelamentos de dívidas com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) - mais de R$ 326 mil; parcelamentos de dívidas com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) - mais de R$ 73 mil; além de dívidas com a CPFL (R$ 18 mil) e com a Sabesp (mais de R$ 129 mil).
 
Apesar do esforço, no entanto, a situação ainda é crítica no município. Segundo o prefeito, só neste ano, até o final de dezembro, a Prefeitura ainda tem que pagar quase R$ 1,2 milhão apenas em acordos trabalhistas. Até 2019 o valor ultrapassa os R$ 2 milhões. Entre os maiores credores do município estão o FGTS (R$ 724 mil) o INSS (R$ 464 mil), a Sabesp (R$ 739 mil) e a CPFL (R$ 108 mil).
 
Segundo Toni, por conta do rombo nas finanças públicas encontrado no início de seu mandato, tem sido bem complicado administrar a cidade, principalmente em decorrência da queda na arrecadação que tem afetado todos os municípios. Com todas as dificuldades, o prefeito revela que estabeleceu como prioridade colocar ‘a casa em ordem’, o que, segundo ele, só tem sido possível graças ao contingenciamento de despesas.
 
“O país todo vive um momento de crise econômica, imagine para nós, que herdamos esta dívida. Estamos empenhados em fazer de tudo para acertar essa situação. Por isso, estamos mantendo os serviços básicos do município, priorizando a educação e a saúde, mas cortando gastos onde é possível”, destaca o prefeito, que lamenta apenas não poder planejar como gostaria as melhorias que a cidade tanto necessita.
 
“Infelizmente a situação é essa. Não podemos planejar muita coisa, mas acreditamos que aos poucos vamos colocar as coisas nos trilhos. Estamos indo sempre em busca de recursos junto aos deputados que conhecemos para tentar investir em coisas mais urgentes. Temos que seguir com os pés no chão”, acrescenta.
 
Após 10 meses de governo e mesmo com todas as dificuldades, Toni avalia que o balanço é positivo e se mostra mais otimista para 2018. “Acredito que, apesar de tudo, estamos além das expectativas. Temos que agradecer aos servidores, que também sofrem com os salários defasados, mas não deixam em nenhum momento de cumprir com suas obrigações. Está difícil, mas, aos poucos, vamos caminhando. Temos certeza que no ano que vem vai ser melhor”, finaliza.
 
Fonte: Jornal o Eco

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