Neste domingo, 15 de novembro, todos nós, brasileiros, iremos às urnas cumprir nosso papel de cidadãos, escolhendo quem vai governar nossa cidade pelos próximos quatro anos: prefeito e vice-prefeito; além de nossos representantes do legislativo, os vereadores.

No caso de São Manuel, 13 vereadores irão compor a Câmara Municipal. A eleição será atípica desta vez,  devido a pandemia do novo coronavírus, o que exigiu  adaptações, tanto de candidatos, como dos eleitores que vão protagonizar um pleito municipal marcado por muitas incertezas, além das já habituais que são conhecidas. O cenário diferente que vivemos pode ter impacto desde a fase de propaganda até os resultados.

Durante a campanha, os candidatos viveram uma série de alterações de prazos e de rotina, e as redes sociais tiveram um papel muito importante devido ao isolamento social. Vídeos ao vivo que duram dias, comícios improvisados, debates com o eleitor, foram sem sombra de dúvida, uma opção.

O Jornal O Debate fez uma entrevista exclusiva com a Juíza Eleitoral de São Manuel, Dra. Érica Regina Figueiredo a respeito das mudanças nas regras das eleições nesse cenário de pandemia do Covid-19.

Segundo a Juíza Eleitoral Dra. Érica, à despeito da excepcionalidade da atual conjuntura imposta pela pandemia do coronavírus, as eleições seguirão à normalidade, assegurando-se, acima de tudo, o direito do  voto a todos. “Espera-se um menor tumulto em comparação às eleições passadas, até mesmo como forma de preservação da saúde do próprio eleitorado, bem como daqueles que trabalharão nas eleições. Assim, convocamos os candidatos e eleitores a participar desse momento relevante para a democracia com muita responsabilidade, tomando todos os cuidados sanitários recomendados”, comenta.

Quanto aos protocolos adotados em função da pandemia, a Juíza explica que, “o Tribunal Superior Eleitoral lançou o ‘Plano de Segurança Sanitária – Eleições Municipais 2020’, prevendo inúmeras medidas de natureza sanitária que visam assegurar a realização das eleições com menor risco à saúde pública, com a  adoção dos seguintes protocolos: fornecimento de álcool em gel para as seções eleitorais em quantidade que permita que cada eleitor higienize as mãos antes e depois de votar; obrigatoriedade do uso de máscaras nas seções eleitorais e nos locais de votação; Solicitação aos eleitores levem a própria caneta para assinatura do  caderno de votação; estabelecimento do distanciamento mínimo de 1 (um) metro nas filas. Além disso, está terminantemente proibida aglomeração de pessoas, no  interior e parte externa dos locais de votação”.

“Houve ampliação do honorário de votação que deverá ocorrer das 7 (sete) horas às 17 (dezessete) horas, sendo que das 7 (sete) às 10 (dez) horas será dada preferência aos eleitores maiores de 60 (sessenta) anos”,  complementa Dra. Érica.

Vivemos uma eleição diferente. Nota-se uma campanha atípica, se compararmos com as eleições passadas. “Não vislumbro mudança do comportamento de candidatos e partidos até a eleição, mesmo porque há uma consciência comum de que os tempos são outros e demandam maior responsabilidade social nos atos de campanha e senso crítico por parte dos eleitores”, comenta a Dra. Érica.

Finalizando a entrevista, a mensagem Juíza Eleitoral Dra. Érica Regina Figueiredo serve tanto para os partidos, candidatos e população: “Aos eleitores, que não deixem de comparecer à urna, respeitadas as regras sanitárias. O voto, além de ser um dever de todos, também é um direito a ser exercido, prestigiando-se o passado que o conquistara e ressalvando-se que é o único meio de construirmos uma nação digna e mais justa. Daí que a seriedade do processo político-eleitoral não depende apenas da observância do procedimento legal que regula as eleições, mas, sobretudo, do senso crítico do eleitor em relação à escolha do seu candidato. A estes, aos partidos e às coligações, que continuem – como já o fazem em sua maioria – a praticar atos  de campanha com responsabilidade social e a respeitar as regras do processo democrático de escolha, sempre em prol dos eleitores que almejam representar no cargo político disputado”. (Jornal O Debate)

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