O Zoológico de Bauru (SP) anunciou nesta segunda-feira (20) o nascimento de um filhote do macaco bugio-preto (Alouatta caraya), uma espécie nativa da América do Sul. O nascimento aconteceu no último dia 13.

O novo morador, porém, ainda não poderá ser visto pelos visitantes porque o parque bauruense está fechado há cerca de quatro meses por conta da pandemia de coronavírus.

Até a reabertura do zoo, ainda sem previsão, os biólogos tentarão descobrir o sexo do novo morador. Isso porque a espécie tem como marca a cor da pelagem: bege para as fêmeas e preta para os machos, mas apenas na fase adulta.

Pantanal é sua 'casa'

 

O bugio-preto é conhecido também como bugio-do-pantanal por ocorrer em abundância nesse bioma. A espécie pode ser encontrada na Argentina, leste da Bolívia e norte do Uruguai.

No Brasil, sua incidência é comum no cerrado, do Rio Grande do Sul ao Piauí, com presença no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Bahia e Pará.

De hábitos diurnos, o primata passa a maior parte do tempo no alto das árvores, onde procura por frutas e flores para se alimentar.

As fêmeas dão cria a um filhote por vez, entre maio e agosto. A gestação dura em média seis meses.

Famoso pela vocalização estridente, que utiliza para se defender e demarcar território, o bugio-preto vive até 20 anos.

No entanto, a espécie tem sofrido com a perda de habitat motivada pelo avanço da pecuária e construção de estradas.

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