Um dia após a Justiça condenar o pintor Rodrigo Pereira Alves a 40 anos, 10 meses e 18 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo estupro e assassinato da estudante universitária Mariana Forti Bazza, em setembro de 2019, em Bariri, defesa do réu e o Ministério Público (MP) analisam se irão recorrer da sentença.

"O processo foi remetido agora (ontem) à tarde para a Promotoria de Justiça de Bariri tomar ciência da sentença. A promotoria ainda está analisando se irá recorrer", afirmou o MP em nota. O advogado de Alves, Evandro Demétrio, disse ontem à tarde que aguarda ser intimado da decisão. "Ele que tem que manifestar se tem interesse em recorrer", declara.

Em nota, o Tribunal de Justiça (TJ) informou que a súmula da sentença deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) entre os dias 27 e 28 de setembro e que eventual recurso ao órgão de segunda instância pode ser apresentado tanto pela Promotoria de Justiça e pela assistente de acusação, quanto pela defesa do réu, no prazo de cinco dias.

Ainda de acordo com o TJ, o segredo de Justiça permanece pelo fato de o réu ter sido condenado também pelo crime de estupro, conforme previsto no artigo 234-B do Código Penal.

Rodrigo Pereira Alves foi fotografado por Mariana quando trocava o pneu do carro delaRodrigo Pereira Alves foi fotografado por Mariana quando trocava o pneu do carro dela

Relembre o caso

Mariana desapareceu na manhã de 24 de setembro do ano passado, quando saiu de uma academia, aceitou a ajuda de Alves para trocar um pneu murcho e o seguiu até uma chácara do outro lado da rua. Ela chegou a tirou uma foto do suspeito trocando o pneu, com o celular, e a enviar para o namorado. A imagem ajudou a polícia a identificá-lo.

Cerca de uma hora depois, câmera de segurança mostrou Alves saindo da chácara dirigindo o carro da jovem, que não foi mais vista. O veículo de Mariana foi encontrado no final da tarde, em Itápolis, onde o pintor foi preso à noite.

O corpo dela foi localizado pela polícia na manhã seguinte, por indicação do suspeito, num canavial em Cambaratiba, distrito de Ibitinga. Ela estava amordaçada, com os olhos vendados, e tinha uma faixa enrolada no pescoço. Laudo confirmou a morte por estrangulamento.

Apesar de revelar onde a jovem estava, Alves, que tem passagens por vários crimes, nunca confessou participação na morte. Ele teve a prisão preventiva decretada na audiência de custódia e, desde então, permanece em uma unidade para presos que cometem crimes sexuais. (Jcnet)

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