MODELO - Casas com 47,87 m² são compostas por dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço (Foto: Divulgação)MODELO - Casas com 47,87 m² são compostas por dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Habitação do Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta semana, por meio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), a liberação de 6,6 mil casas populares em 72 cidades, incluindo Areiópolis e Borebi. As obras devem ser realizadas em duas etapas, com toda a parte de infraestrutura concluída ainda neste ano nas áreas disponibilizadas pelos municípios.

As moradias populares, sorteadas ao longo do ano passado, integram o Programa Nossa Casa, que tem um novo modelo, com a construção subsidiada integralmente pela própria CDHU. Os empreendimentos foram assumidos pela companhia em decorrência da extinção de credenciamentos junto à Caixa Econômica Federal, que antes era responsável pelos financiamentos habitacionais.

O anúncio foi feito na segunda-feira (22), em teleconferência com a participação de Flavio Amary, Secretário de Habitação, Reinaldo Iapequino, diretor da CDHU, e representantes das 72 cidades contempladas. Ao todo, serão implantados 73 conjuntos habitacionais, totalizando 6,6 mil unidades. Na microrregião de cobertura de O Eco, Areiópolis e Borebi devem receber 73 e 58 casas, respectivamente.

 

JURO ZERO

Anderson Pinheiro do Goes, o Chiquinho (MDB), prefeito de Borebi, que recentemente esteve em São Paulo para tratar do assunto, acredita que o novo modelo deve trazer ainda mais benefícios aos mutuários, sobretudo diante da crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que dever continuar a ter sérios reflexos também no período pós-pandemia.

“O financiamento das moradias com os critérios da CDHU é bem mais vantajoso para os mutuários. Para famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, por exemplo, há previsão de isenção de juros, apenas com a aplicação de correções inflacionárias anuais. Isso significa que as pessoas vão pagar quase o mesmo valor ao longo de 30 anos. Isso é ótimo para a população”, explica.

ANÁLISE

Os imóveis já foram sorteados no ano passado e a CDHU já tem a lista de contemplados e suplentes, que segue valendo. Em Areiópolis, o sorteio ocorreu no dia 29 de junho, com 785 inscritos, dos quais 712 ficaram como suplentes. Já em Borebi, as casas foram sorteadas no dia 27 de julho, e, além dos contemplados, 261 ficaram como suplentes em um total de 319 inscrições.

De acordo com a CDHU, todos os sorteados começam a ser convocados nos próximos meses para a apresentação das documentações necessárias para a análise. Caso algum sorteado não atenda aos critérios exigidos, a companhia dá início à convocação dos suplentes em cada categoria (demanda geral, idosos e portadores de deficiência), de acordo com a ordem de sorteio.

AGILIDADE

A expectativa da Secretaria de Habitação é de que a centralização de todo o processo diretamente na CDHU dê mais agilidade às obras, previstas para ocorrer em duas etapas. A primeira contempla a urbanização das áreas disponibilizadas pelos municípios, com pavimentação e implantação de redes de água, esgoto e energia. A segunda é a construção das unidades habitacionais.

Os projetos contemplam casas com área útil de 47,87 metros quadrados compostas por dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, com pisos cerâmicos, rodapé e laje de concreto em todos os cômodos, azulejos nas paredes hidráulicas (com pontos de saída de água), estrutura metálica nos telhados, além de sistema gerador de energia fotovoltaica.

 

Segundo o prefeito de Areiópolis, Antonio Marcos dos Santos, o Toni (PL), a CDHU informou que já está preparando a licitação para o início da etapa de infraestrutura, que deve ser concluída no segundo semestre. A previsão é de que a licitação para a construção das casas seja feita até o final deste ano para possibilitar que as obras tenham início já nos primeiros meses de 2022.

“Esperamos que o fato de a CDHU ter assumido os projetos realmente contribua para agilizar a construção. São casas que se somam às 100 que viabilizamos no primeiro mandato e estamos em busca mais. Inclusive, já apresentamos um projeto para a construção de 34 casas em lotes urbanizados, que entram em outro programa da companhia, acreditamos que também teremos êxito nisso”, completa.

LENÇÓIS PAULISTA

Um projeto para a implantação de 200 unidades habitacionais em Lençóis Paulista também está em andamento na CDHU. A adesão do município ao programa Nossa Casa foi formalizada em setembro de 2019, quando a Prefeitura Municipal cedeu como contrapartida para a construção dos imóveis um terreno de 91 mil metros quadrados, localizados ao lado do Jardim Ibaté, adquirido por R$ 920 mil.

De lá para cá, já foram feitos diversos ajustes ao projeto junto à Secretaria de Habitação, que, no final do ano passado, chegou a anunciar a abertura de processo licitatório para a construção das moradias, bem como a previsão para o início das inscrições nos primeiros meses deste ano. Porém, devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o processo está travado na CDHU.

Segundo o prefeito Anderson Prado de Lima (DEM), uma reunião para tratar do assunto está marcada para abril. “Estamos aguardando o período de inscrição que será aberto pela CDHU, enquanto Administração Pública, já compramos a área para a construção das 200 casas, além de cumprir uma série de exigências. Terei, no início do mês, uma reunião com o Secretário de Habitação e com o presidente da CDHU para deliberação de prazos”, comenta. (Jornal O Eco - Lençóis Paulista)

 

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