A Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista tem tudo preparado para dar início a um projeto muito significativo: a substituição de toda a iluminação pública da cidade. A proposta é trocar todas as lâmpadas de vapor de sódio, vapor de mercúrio e vapor metálico, utilizadas atualmente, por lâmpadas de LED, que são muito mais econômicas, duráveis e proporcionam melhor qualidade de iluminação.

A implantação da nova tecnologia depende de aprovação da Câmara Municipal, visto que o investimento, estimado em R$ 6,8 milhões, precisa ser viabilizado por meio de financiamento bancário. O projeto foi protocolado na Casa de Leis nessa sexta-feira (23) e deve dar entrada na pauta da próxima sessão, na segunda-feira (26), quando os vereadores retornam do recesso legislativo de duas semanas.

O projeto prevê a substituição de 9,6 mil pontos de luz, além da implantação de outros 400, totalizando 10 mil lâmpadas distribuídas em todo o município, inclusive no distrito de Alfredo Guedes, chácaras e Distrito Empresarial Luiz Trecenti. Segundo Anderson Silva Buratto, secretário de Planejamento e Urbanismo, a partir da aprovação do projeto, a expectativa é de que o trabalho seja concluído até o início de 2022.

“Temos toda uma questão burocrática antes da parte operacional propriamente dita. Entre os trâmites bancários e administrativos, depois com todo o processo de licitação para a contratação de empresa responsável pelo fornecimento e substituição das lâmpadas, estimamos que o processo leve cerca de seis meses”, revela o secretário, que fala dos benefícios da proposta.

“Sem dúvida, é um projeto que trará muitos benefícios para o município e para a população, proporcionando uma melhor qualidade de iluminação e, consequentemente, levando mais segurança à comunidade, sem contar na questão da economia, que, praticamente, cobre o investimento. Essa é mais uma das propostas do Plano de Governo do prefeito Anderson Prado (de Lima – DEM)”, completa.

O citado chefe do Executivo segue na mesma linha ao comentar sobre o projeto, que, segundo ele, já foi previamente apresentado aos vereadores, que já demonstraram pré-disposição à aprovação nas próximas sessões. Para ele, a modernização do sistema de iluminação pública é uma grande conquista para a população e para a Administração Pública.

“Substituir as lâmpadas convencionais por iluminação de LED em 100% da cidade e, ainda, ampliar o número de pontos de luz é o desejo de todos os prefeitos do país. Faremos isso, e sem cobrar nenhum centavo a mais do lençoense, pois iremos conseguir pagar o investimento com a economia gerada. Também vamos chegar aos cantos mais distantes dos bairros, nas áreas urbanas e rurais”, comenta.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

O engenheiro elétrico Alan Douglas Nogueira, encarregado da equipe de manutenção elétrica da Prefeitura Municipal, atualmente ligada à Secretaria de Planejamento e Urbanismo, destaca que o projeto tem a eficiência energética como grande ponto positivo, seja pela economia gerada a partir da diminuição do consumo, seja pelo ganho na qualidade da iluminação pública em relação à atual.

“As lâmpadas de LED são, em média, 43% mais econômicas e, do ponto de vista técnico, um dos principais pontos é o ganho de 42% em luminosidade (lumens). Reduzimos a potência (com lâmpadas de 80 a 150 watts, dependendo do local) e melhoramos a iluminação, o índice de reprodução de cores, que sai do tom alaranjado para uma luz branca que clareia muito mais”, explica.

Outro fator importante é a durabilidade das lâmpadas de LED, até quatro vezes superior às demais. “Enquanto que as lâmpadas de LED resistem a mais de 60 mil horas, as demais, de vapor de mercúrio, vapor de sódio e vapor metálico, duram entre 15 mil e 20 mil horas. Além disso, tem a garantia, que é de cinco anos. Não tem nem como comparar”, acrescenta o engenheiro elétrico.

FINANCIAMENTO

O secretário de Finanças Júlio Gonçalves explica que os R$ 6,8 milhões necessários para a execução do projeto devem ser captados por meio de financiamento junto ao Banco do Brasil, que, de acordo com consultas feitas pelo município, foi o que ofereceu as melhores condições, com juros de 8,09% ao ano (0,67% ao mês), prazo de 120 meses para pagamento e carência de 12 meses a partir da assinatura do contrato.

Segundo o secretário, o crédito já está pré-aprovado pela instituição financeira, mas o processo todo deve ser um pouco demorado. “Após a aprovação dos vereadores, que precisam autorizar que a Prefeitura Municipal faça o financiamento, temos os trâmites junto ao banco e, depois disso, ainda precisamos da liberação da Secretaria do Tesouro Nacional. Tudo isso deve levar alguns meses para ser concluído”, relata.

ECONOMIA

Apesar da burocracia, o secretário de Finanças destaca os benefícios do projeto, que, praticamente, se pagará pela própria economia que a substituição das lâmpadas deve gerar aos cofres públicos. Isso, tomando como base o mês de junho, no qual a Prefeitura Municipal teve um custo de R$ 294,5 mil com iluminação pública, e a estimativa de redução da conta para R$ 178,6 mil com a nova tecnologia.

Já considerando os aportes necessários para complementar o montante arrecadado dos contribuintes por meio da CIP (Contribuição de Iluminação Pública), descontada em toda conta de luz, o município deve economizar cerca de R$ 88 mil por mês, valor que, segundo Gonçalves, deve ser suficiente para cobrir o valor do financiamento em pouco tempo.

“As primeiras parcelas devem ficar em torno de R$ 107 mil e, inicialmente, teremos que fazer um aporte para cobrir o valor, porém, devido à carência de 12 meses, já teremos uma boa economia em caixa para isso. Como o valor das parcelas vai caindo gradativamente, a partir de certa altura o valor economizado na conta já será superior, ou seja, o financiamento passa a se pagar com a própria economia”, pontua.

Outro ponto importante destacado pelo secretário é que a medida vai permitir que a CIP não sofra altos reajustes que impactem diretamente no bolso do trabalhador. “Esse é um dos principais benefícios, pois a economia vai possibilitar manter a CIP sem alteração, apenas com os reajustes inflacionários que já ocorrem normalmente, o que é muito importante, visto que as bases de cálculo estão aumentando”, completa. (O Eco)

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