Clientes descobriram onde estava uma mulher acusada de aplicar golpes em Botucatu.

Na sexta-feira (23) a golpista foi localiza em um hotel de Botucatu e levada ao plantão policial.

Durante a semana, a mulher procurou uma loja pelo WhatsApp dizendo que era médica da Unesp. Ela disse que era aniversário de sua filha, mas como estava em São Paulo queria pagar a distância e transferir dinheiro para a loja. Ela enviou um comprovante de transfência para autorizar a compra, mas no final o comprovante era falso ou ela concelou o pagamento. A compra nessa loja foi no valor de R$ 200,00. A golpista se passa primeiro pela mãe que quer dar o presente e depois pela filha que foi quem retirou a mercadoria.

“Ela se apresenta à vendedora como uma amiga da dona da loja. Como a proprietária geralmente não fica o tempo todo, a golpista acaba dizendo que combinou a compra e que irá transferir o valor depois. Assim, é efetivado o golpe, pois se entrega o produto e o dinheiro nunca cairá na conta”, disse uma comerciante ao 14News.

O mesmo ocorreu com salões de beleza. Após usar o serviço diz também que vai pagar por transfência. A empresa também ficava no prejuízo porque o pagamento era cancelado ou já existia um falso comprovante pronto para esse golpe.

Outro golpe era relacionado aos motoristas de táxis ou transporte por aplicativo. Tem motorista que ficou no prejuízo de por exemplo R$ 1.200,00 em corrida de viagem. Os motoristas dizem que ela também pedia que pagassem um valor maior que ao da corrida pois a mesma iria transferir a diferença. Se a corrida ficasse R$ 30,00 pedia que cobrasse R$ 130,00, assim o motorista dava R$ 100,00 na hora para ela em dinheiro, pois a passageira alegava que surgiu um imprevisto, e mostrava um comprovante para ele, que acabava também sendo cancelado. O total do prejuízo contra os transportadores seria na ordem de R$ 6 mil, segundo relatou uma denunciante.

 

Golpes também foram praticados contra empresa de cestas de chocolate no valor de R$ 300,00. A dona de outra loja de roupas perdeu R$ 700,00. Ela diz que essa mesma moça trabalhou em uma empresa de telefonia onde usou a marca para enganar as pessoas.

A mulher foi encontrada depois que a funcionária de uma loja procurou a golpista na rede social e localizou seu perfil e foi perguntar para amigos em comum. Na lista de amizade dela estava a dona de um hotel onde a suspeita estava hospedada. Nesse local o pagamento também era por transferência, ou seja, era golpe que estava sendo aplicado contra um hotel da cidade.

As pessoas dizem que a mulher era de Conchas e se mudou para Botucatu por muitos que foram enganados estarem atrás dela.

O caso foi registrado em boletim de ocorrência da Polícia Civil. Ocorre que o crime de estelionato nem sempre prevê pena de forma ágil ou por se tratar em pena baixa isso faz com que essas pessoas não fiquem presas por muito tempo. A suspeita responde ao caso em liberdade. As denunciantes chegaram a citar o caso nas redes sociais e foram orientadas para não postagem as fotos dela para evitarem problemas legais.

O jeito é os comerciantes aumentarem ainda mais os cuidados e no caso em específico só liberarem o produto após o dinheiro cair na conta.

Quem foi vítima da mesma mulher ou golpe parecido deve comparecer a uma delegacia ou fazer o BO Online no site da Polícia Civil. (Agência 14News)

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