"O cortejo do nosso ilustre Sãomanuelense, campeão mundial de boxe Miguel de Oliveira já saiu da cidade de Osasco e chegará em São Manuel aproximadamente as14:30 hrs. Convidamos a todos para sua última despedida. Obrigada pelo carinho de todos." Essas são as palavras dos familiares do grande campeão mundial, Miguel de Oliveira que aguardam a chegada do seu corpo, para a  última despedida. Não haverá velório, seguirá direto para o cemitério de São Manuel.

Paulista da cidade de São Manuel, onde nasceu em 30 de setembro de 1947, havia disputado por dois anos consecutivos o título mundial de boxe, em 1973 e 1974, perdendo nas duas vezes que antecederam seu grande triunfo de 1975. Antes, havia sido campeão brasileiro de boxe, em 1970.

Miguel era formado em Educação Física e tinha sorriso fácil e cativante. Era filho de um lenhador. Sua mãe lavava roupas para fora, enquanto ele fazia trabalhos de engraxate. "Nos finais de semana, eu ia com uns amigos assistir filmes no cinema e uma vez vi o filme da conquista do título mundial do Eder sobre o Eloy Sanchez, em 1960'', contou sobre sua opção pelo boxe.

Miguel disse que foi para casa, pegou um saco de estopa, lotou de areia, jabuticaba e passou a socar como um "louco", imitando o ídolo. "Para não machucar a mão, peguei um monte de meias nas gavetas e coloquei dentro do saco", divertia-se.

Mas Miguel só foi ter contato verdadeiro com o boxe aos 14 anos, quando foi morar com a irmã e o cunhado, que o levou para trabalhar na fábrica na qual era motorista. No local, havia uma academia de boxe, onde ocorreram os primeiros treinamentos.

Em seis meses, Miguel conquistou o primeiro título amador, seguido pelo campeonato paulista, brasileiro e o da tradicional Forja dos Campeões. Ele se profissionalizou em 1968, após não ser escalado para a Olimpíada do México.

Personalidades do boxe lamentam a perda de Miguel de Oliveira

Servílio de Oliveira, medalha de bronze naquela Olimpíada, lamentou a morte do campeão. "Conheci o Miguel em 1965, na cidade de Registro, no interior de São Paulo. Viajamos para o pan-americano de Winnipeg e para o latino-americano em Santiago do Chile, em 1967. Em 1968, estivemos em Roma para ver João Henrique desafiar o italiano Bruno Arcari pelo título mundial. Convivi muitos anos com ele e nunca ouvi de sua boca uma palavra de desleixo. Miguel de Oliveira era íntegro. O boxe e o Brasil perdeu um grande cidadão", disse.

 
 

Acelino Popó Freitas também ficou consternado. "Lamento profundamente o falecimento do nosso Campeão Mundial de Boxe, meu amigo Miguel de Oliveira. Com um excelente cartel e grandes lutas na carreira, Oliveira fez história ao conquistar o cinturão WBC Super Meio Médio em 1975'', escreveu. "Acima de todas as grandes conquistas, sempre foi um ser humano incrível, extraordinário, inspirador. Um grande campeão dentro e fora dos ringues. Meus sinceros sentimentos à família. Descanse em paz, grande campeão!"



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