Júlia Trovão foi morta a tiro pelo ex-companheiro em Botucatu (SP)

Botucatu lamenta morte de farmacêutica baleada no Jardim Cambuí; acusado responde por duplo homicídio e outras tentativas

A cidade de Botucatu amanheceu novamente de luto nesta quarta-feira (25) com a confirmação da morte de Julia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos. Ela estava internada no Hospital das Clínicas de Botucatu desde a noite de sábado (21), quando foi baleada ao lado do marido no Jardim Cambuí.

Diego Silva, de 34 anos, morreu na hora. Já a esposa estava internada no Hospital das Clínicas de Botucatu e a morte foi confirmada durante a madrugada desta quarta-feira.

O companheiro dela, Diego Silva, de 34 anos, morreu ainda no local do crime. Julia foi atingida na cabeça, perdeu a visão de um dos olhos e permaneceu em estado grave. Apesar do suporte intensivo, não resistiu aos ferimentos.

O crime ocorreu por volta das 22h, na Avenida Cecília Lourenção. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no Plantão da Polícia Civil, o suspeito, um homem de 38 anos, teria emparelhado seu veículo, um BYD Dolphin branco, ao lado do VW Virtus preto em que o casal estava e efetuado sete disparos com uma pistola calibre 9 milímetros.

Dentro do carro das vítimas estavam duas crianças de 8 anos: o filho do autor dos disparos com a ex-companheira, que estava no banco do passageiro, e a filha de Diego. Após os tiros, o motorista perdeu o controle da direção e o veículo colidiu contra um poste. A menina sofreu ferimentos no joelho e no rosto e correu para uma residência próxima em busca de ajuda. Já o menino foi retirado do carro pelo pai e levado no veículo do suspeito, sendo posteriormente deixado com os avós.

Segundo a polícia, antes de perder a consciência, Julia ainda conseguiu indicar à madrasta quem seria o autor dos disparos. Ela foi socorrida com um projétil alojado na face.

A Polícia Militar realizou buscas na residência do suspeito, no bairro Recanto Azul, onde encontrou estojo de munição e cápsulas deflagradas de pistola 9 milímetros. O imóvel, onde ele morava com a atual esposa, estava com luzes acesas e sinais de saída às pressas.

O homem foi preso no domingo (22). Com a morte de Julia, ele deve responder por dois homicídios consumados, além de tentativas de homicídio contra as duas crianças, tentativa de feminicídio e sequestro. O caso foi registrado como homicídio qualificado e segue sob investigação da Polícia Civil.

Julia era farmacêutica especialista em Estética Avançada, com experiência em Farmácia Hospitalar. Ela deixa um filho de 8 anos.

Familiares e amigos organizam uma manifestação para esta quinta-feira (26), às 19h, na Câmara Municipal de Botucatu. O ato deve ocorrer durante audiência pública e tem como objetivo cobrar mais proteção às mulheres e às crianças, além de justiça pelo caso.

A tragédia reacende o debate sobre violência contra a mulher e segurança pública no município, que ainda tenta assimilar o impacto de mais um crime de grande repercussão. (FM Integração)

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