Uma trilha pela floresta, a observação de uma árvore, o encontro com um animal ou a descoberta de uma nascente podem se transformar em uma verdadeira aula sobre biodiversidade, preservação e pertencimento.
Na Escola do Meio Ambiente (EMA) de Botucatu, são os biólogos que ajudam a conduzir muitas dessas experiências, aproximando crianças e jovens da natureza e transformando o conhecimento aprendido em sala de aula em vivências práticas.
Neste 3 de setembro, Dia do Biólogo, a Prefeitura de Botucatu apresenta um pouco desse trabalho desenvolvido por profissionais que atuam diariamente na educação ambiental do Município.
Dos oito profissionais que integram a área pedagógica e administrativa da EMA com formação em Biologia, seis são monitores, uma é a gestora da unidade e uma atua como auxiliar de escritório. A Escola conta ainda com quatro jovens aprendizes que estão cursando Biologia e participam da rotina do espaço. Ao todo, são 12 pessoas ligadas à área da Biologia na EMA, sendo nove mulheres, reforçando também a presença feminina na Ciência e na educação ambiental.
Natureza como espaço de aprendizagem
O trabalho desses profissionais está diretamente ligado a uma das principais características da proposta pedagógica da EMA: uma educação que ultrapassa as paredes da sala de aula e encontra na própria natureza um espaço de aprendizagem, investigação, descoberta e vivência.
Na Escola do Meio Ambiente, aprender passa por observar, sentir, investigar e experimentar. Para isso, a EMA mantém 14 trilhas interpretativas diferentes, organizadas de acordo com as etapas e os anos escolares. As atividades atendem desde crianças de 4 e 5 anos da Educação Infantil até estudantes do Ensino Médio. A proposta é permitir que o conhecimento também seja construído pela experiência.
Ao estudar uma árvore, um animal ou uma nascente, por exemplo, a criança deixa de ter contato com aquele elemento apenas por imagens ou informações. Na floresta, ela percebe sons, cheiros, texturas e relações ecológicas, investiga o ambiente e começa a compreender que também faz parte daquela natureza.
Dessa forma, o patrimônio natural de Botucatu deixa de ser apenas tema de estudo e passa a fazer parte do próprio processo educativo. É nesse encontro que o trabalho dos biólogos se aproxima ainda mais da educação: o conhecimento ajuda a criar vínculos, o vínculo gera pertencimento e a valorização pode despertar o cuidado com a natureza.
Mais de 13 mil visitantes
O alcance desse trabalho também aparece nos números. Em 2025, a Escola do Meio Ambiente recebeu 13.024 visitantes. Em 2026, até o momento, já foram registradas 7.119 visitas.
A EMA atende estudantes das redes municipal, estadual e particular de ensino, mediante agendamento, além de desenvolver atividades destinadas a outros públicos.
Ao transformar a natureza em espaço de descoberta e aprendizagem, os biólogos da Escola do Meio Ambiente ajudam novas gerações a conhecer e reconhecer a riqueza natural do município.
Na EMA, a criança é convidada a voltar à natureza: caminhar, observar, sentir, investigar e descobrir. Uma experiência que busca aproximar para conhecer, conhecer para valorizar e, a partir dessa valorização, aprender a cuidar.
Fonte:Prefeitura de Botucatu.








