Conhecer de perto o que acontece em cada bairro permite que o poder público identifique problemas mais cedo, organize melhor suas ações e ofereça respostas mais rápidas à população.
É com esse objetivo que a Prefeitura de Botucatu vem ampliando a integração entre os Agentes de Combate às Endemias (ACE), os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e as equipes das Unidades de Saúde.
A estratégia, implantada gradualmente no município, promove a territorialização dos ACE e aproxima ainda mais o trabalho da Vigilância Ambiental em Saúde da Atenção Primária.
Na prática, isso significa profissionais trabalhando de forma mais próxima e articulada dentro dos territórios, compartilhando informações e ampliando o conhecimento sobre as condições de saúde, ambientais e sociais encontradas em cada região.
Para o município, a integração permite utilizar de maneira mais eficiente a estrutura já existente na Rede Municipal de Saúde, melhorar o fluxo de informações entre os serviços e aumentar a capacidade de planejamento e intervenção.
Para os moradores, o principal ganho está na proximidade: situações que antes poderiam chegar aos serviços apenas por meio de uma procura espontânea passam também a ser percebidas durante o trabalho cotidiano realizado pelas equipes nos bairros.
Trabalho no território já apresenta resultados
Um exemplo recente mostra como essa integração pode fazer diferença.
Durante visitas casa a casa, agentes identificaram gatos apresentando sinais compatíveis com esporotricose, uma zoonose causada por fungos que pode atingir animais e seres humanos.
A suspeita levantada durante o trabalho no território permitiu o encaminhamento dos animais para investigação, e os casos foram posteriormente confirmados por exames laboratoriais.
A mesma atuação também possibilitou o encaminhamento para investigação de duas suspeitas de casos humanos da doença.
O episódio demonstra como a presença dos agentes junto à comunidade pode contribuir para encurtar o caminho entre a identificação de um possível problema e a atuação dos serviços de saúde.
Quanto mais cedo uma situação de risco é reconhecida, mais rapidamente podem ser realizadas orientações, investigações e medidas de prevenção e controle, reduzindo a possibilidade de agravamento ou disseminação.
Uma rede que enxerga o território de forma integrada
A territorialização também fortalece uma característica essencial da Atenção Primária: o conhecimento da realidade de cada região.
Os Agentes Comunitários de Saúde já mantêm contato permanente com as famílias atendidas pelas Unidades. Com a aproximação dos Agentes de Combate às Endemias, informações relacionadas à saúde das pessoas, presença de animais, condições ambientais e possíveis focos de doenças podem circular de maneira mais rápida entre os profissionais responsáveis pelo acompanhamento daquela área.
Essa troca permite que a Rede Municipal tenha uma visão mais completa do território e consiga direcionar suas ações de acordo com as necessidades identificadas.
Além de tornar o atendimento mais resolutivo, o modelo contribui para evitar que diferentes setores trabalhem de maneira isolada diante de um mesmo problema.
ACE atua muito além do combate à dengue
A presença dos Agentes de Combate às Endemias nos territórios também amplia o conhecimento da população sobre o trabalho desenvolvido por esses profissionais.
Embora sejam bastante conhecidos pelas ações de enfrentamento à dengue e outras arboviroses, os ACE possuem uma atuação mais ampla dentro da Vigilância em Saúde.
Os agentes também participam da identificação, prevenção e controle de zoonoses, como esporotricose, leishmaniose e raiva, além do monitoramento de riscos ambientais e de outros agravos que possam representar ameaça à saúde da população.
A estratégia adotada em Botucatu está alinhada às diretrizes nacionais para a integração entre ACE e ACS, que incentivam a atuação conjunta no território, a identificação de situações suspeitas e o encaminhamento adequado aos serviços de referência.
Implantação continuará avançando
A Prefeitura continuará ampliando gradualmente a territorialização, com a perspectiva de integrar os Agentes de Combate às Endemias aos territórios de todas as Unidades de Saúde do município.
Nas regiões em que esse processo ainda não foi concluído, a Vigilância Ambiental em Saúde mantém normalmente suas atividades de rotina e o atendimento às demandas da população.
A integração representa um avanço na organização da Rede Municipal de Saúde ao aproximar prevenção, vigilância e assistência dentro dos próprios bairros.
Com profissionais mais conectados entre si e mais próximos da população, o município amplia sua capacidade de perceber riscos antes que eles se transformem em problemas maiores, direcionar recursos de maneira mais eficiente e oferecer uma resposta cada vez mais rápida às necessidades dos moradores.
Fonte:Prefeitura de Botucatu.








