A leishmaniose pode atingir pessoas e animais, principalmente os cães. Mas antes de entender a doença, uma informação é fundamental: o cão não transmite leishmaniose diretamente para as pessoas ou para outros cães.
A transmissão ocorre pela picada de um pequeno inseto infectado, popularmente conhecido como mosquito-palha. Conhecer esse ciclo, saber identificar sinais de atenção nos animais e adotar cuidados simples com o ambiente são atitudes importantes para a prevenção.
Durante a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, a Prefeitura de Botucatu, por meio das equipes de Saúde e Causa Animal, reforça as orientações à população e chama a atenção para um cuidado que envolve toda a cidade: proteger a saúde das pessoas também passa por cuidar dos animais e do ambiente onde vivemos.
Afinal, como a leishmaniose é transmitida?
A leishmaniose é causada por parasitas e transmitida pela picada do mosquito-palha infectado.
O ciclo pode ser explicado de maneira simples: ao picar um animal infectado, o inseto pode adquirir o parasita. Posteriormente, ao picar outro animal ou uma pessoa, pode transmitir a doença.
Por isso, é importante reforçar: não existe transmissão direta do cão para uma pessoa e nem de um cão para outro. Para que a transmissão aconteça, é necessária a participação do inseto vetor infectado.
Ter acesso à informação correta também é uma forma de proteger os animais e evitar medo ou conclusões equivocadas diante de uma suspeita da doença.
E como saber se um cão pode estar infectado?
Alguns cães infectados podem apresentar sinais que merecem atenção, como:
• emagrecimento;
• feridas na pele que demoram para cicatrizar;
• queda de pelos;
• crescimento exagerado das unhas;
• cansaço;
• perda de apetite;
• aumento dos gânglios;
• alterações nos olhos.
Mas atenção: nem todo cão infectado apresenta sinais visíveis.
Por isso, alterações na saúde do animal devem ser avaliadas por um médico-veterinário. Somente a avaliação adequada pode orientar a investigação e as medidas necessárias para cada situação.
Prevenção começa dentro de casa — e passa pelo quintal
Um dos principais cuidados contra a leishmaniose está no ambiente.
Diferentemente do mosquito da dengue, associado à água parada, o mosquito-palha encontra condições favoráveis em locais úmidos, sombreados e com presença de matéria orgânica em decomposição.
Folhas, frutos e restos de vegetação acumulados no chão, por exemplo, podem contribuir para a formação de ambientes favoráveis ao inseto.
Alguns cuidados simples ajudam na prevenção:
• retire folhas, frutos e restos de vegetação acumulados;
• mantenha quintais e terrenos limpos e organizados;
• evite o acúmulo de matéria orgânica;
• mantenha limpos os espaços onde os animais permanecem;
• acompanhe regularmente a saúde do seu animal;
• converse com um médico-veterinário sobre medidas de proteção contra o mosquito-palha, incluindo o uso adequado de coleiras e produtos repelentes indicados para cães.
São atitudes que fazem parte da rotina e ajudam a reduzir os riscos para animais e pessoas.
Botucatu mantém ações de prevenção e monitoramento
As orientações à população fazem parte do trabalho permanente desenvolvido pelo Município para prevenção e acompanhamento da leishmaniose.
Recentemente, Botucatu intensificou as ações de vigilância e monitoramento da leishmaniose visceral, reforçando medidas para acompanhar a circulação do vetor e orientar a população. Esse trabalho envolve diferentes áreas e reforça um conceito importante para a saúde pública: a Saúde Única.
Na prática, significa compreender que a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente estão diretamente relacionadas. Por isso, o enfrentamento da leishmaniose não depende de uma única ação.
O poder público atua na vigilância, no monitoramento e na orientação. Os profissionais de saúde e médicos-veterinários contribuem para identificar situações que exigem atenção. E cada morador pode fazer a sua parte mantendo o ambiente limpo, protegendo seus animais e buscando orientação diante de uma suspeita.
Na prevenção à leishmaniose, cuidar do ambiente, proteger os animais e cuidar das pessoas fazem parte do mesmo compromisso: cuidar de Botucatu.
Fonte:Prefeitura de Botucatu.








