A Marabraz, tradicional rede de móveis e eletrodomésticos, e o Grupo Casas Bahia recorreram à Justiça praticamente no mesmo fim de semana para tentar reorganizar suas finanças. A Marabraz protocolou o pedido no sábado (15), enquanto o Grupo Casas Bahia entrou com a solicitação no domingo (16).
No caso da Marabraz, o pedido envolve aproximadamente R$ 140,2 milhões em dívidas. Já o Grupo Casas Bahia declarou um passivo de cerca de R$ 17,3 bilhões.
A situação chama atenção pela proximidade dos pedidos, envolvendo duas tradicionais empresas do varejo brasileiro. Apesar de enfrentarem dificuldades financeiras, as companhias possuem dimensões e estruturas diferentes.
A Marabraz atribui sua crise a fatores como juros elevados, dificuldades enfrentadas pelo varejo e restrições de acesso ao crédito. A empresa também aponta uma disputa societária e familiar que teria comprometido parte das garantias utilizadas para obtenção de financiamentos.
A rede afirma que suas lojas continuarão abertas e que pretende manter normalmente o atendimento aos clientes, além de preservar empregos, fornecedores e parceiros.
O Grupo Casas Bahia, por sua vez, também cita o cenário de juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo. A empresa já anunciou medidas de reestruturação, incluindo o fechamento de quase 300 lojas e a redução de aproximadamente 3 mil postos de trabalho.
Os dois processos ainda dependem da análise da Justiça. Caso os pedidos sejam aceitos, as empresas poderão apresentar seus respectivos planos para renegociar as dívidas e buscar a continuidade das operações.
A coincidência dos pedidos, apresentados em dias consecutivos, reforça o cenário de pressão financeira enfrentado por grandes empresas do varejo brasileiro. (FM Integração)








