Escola Municipal Recanto Maria Lírio Tallarico, em Capão Bonito (SP) (Foto: Reprodução/Google Street View)

Monitora é afastada após suspeita de amarrar aluno autista de 4 anos em cadeira durante aula no interior de SP

A Prefeitura de Capão Bonito (SP) afastou uma monitora escolar suspeita de amarrar um aluno autista de quatro anos a uma cadeira com fita adesiva, durante as atividades na Escola Municipal Recanto Maria Lírio Tallarico.
O caso ocorreu em 26 de outubro, e o afastamento da profissional foi determinado na terça-feira (3), após abertura de uma sindicância.

A TV TEM confirmou o afastamento nesta quinta-feira (5). A criança é não verbal, ou seja, não se comunica pela fala. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela família, o menino teria sido imobilizado com fita adesiva e deixado no fundo da sala de aula. Na ocasião, ele caminhava de um lado para o outro, sem apresentar comportamento agressivo ou sinais de crise.
Ainda conforme o registro policial, ao ser questionada por outras mães de alunos, a monitora teria dito que amarrou a criança por alguns minutos para “ter sossego”.

 

Mãe soube do caso por outras mulheres

A diretora da escola, ao tomar conhecimento da situação, teria apenas transferido a profissional de sala, sem informar os pais sobre o ocorrido. A mãe do menino soube do episódio por meio de outras mães da unidade, que a procuraram para relatar o que havia acontecido.

No boletim de ocorrência, a mãe também relatou que a criança tentava resistir à entrada na van escolar nas últimas semanas.

O caso foi registrado na Delegacia de Capão Bonito como submeter criança ou adolescente a vexame. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do episódio.

Sindicância e afastamento

Em nota, a Prefeitura informou que tomou conhecimento do caso somente na terça-feira (3), por meio do boletim de ocorrência.

Segundo a administração municipal, a situação estava sendo tratada internamente e, assim que a gestão foi informada, uma equipe da Secretaria de Educação esteve na escola para adotar as medidas cabíveis.

A Prefeitura também informou que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias do caso e verificar eventuais responsabilidades. A monitora, contratada em fevereiro deste ano, permanecerá afastada das funções até a conclusão da apuração.

Fonte: G1

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