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Mulher morre após ser levada por correnteza em Botucatu

Uma mulher morreu após ser arrastada pela correnteza de um rio, na zona rural de Botucatu, nessa sexta-feira (18/12).

Segundo as informações, Camila Vigliazzi Bianconi Nunes de Oliveira, de 40 anos, foi levada por uma cabeça d’água.

Esse tipo de acidente ocorre quando um volume de água se torna maior por conta de chuvas. Essa correnteza surge repentinamente, em determinado trecho, causando acidentes.

Consta no boletim de ocorrência da Polícia Civil que a tromba d’água chegou à “Ponte da Bocaina” e atingiu Camila e o seu namorado, de 35 anos.

Eles tinham deixado a moto em cima da ponte e foram a pé para a parte debaixo quando foram surpreendidos pela correnteza.

O corpo da jovem foi encontrado no meio da vegetação, a cerca de 2 quilômetros, em local de difícil acesso e que, inclusive, foi necessário acionar apoio de guincho e de trator para a sua remoção.

Foi apurado que o acompanhante de Camila, também foi atingido pela tromba d’água, porém, ele estava com uma mochila de água nas costas, conhecida como “Camel Bag”, o que teria auxiliado no momento em que a água o levou, pois enroscou em estruturas e ele não foi levado para longe.

O sobrevivente foi levado ao PS do HC-Unesp pelo SAMU e encontrava-se em atendimento médico.

O Rio da Bocaina fica na estrada de terra descendo a igreja de Santo Antônio, (próximo à COHAB 4 – Jardim Bandeirantes), sentido ao Bairro Rural de Piapara.

Camila residia na Rua João Morato da Conceição, no acesso ao Jardim Peabiru, após a empresa Moldmix. Ela deixa 4 filhos. Se sepultamento será neste sábado, às 16h, no Cemitério Jardim em Botucatu.

A “Cabeça d’água” é uma cheia repentina no leito dos rios, causada por uma forte chuva em um local mas acima

(Artigo de Patrícia Shimabuku sobre o assunto).

Vai se divertir em um rio ou cachoeira? Conheça um perigo constante, principalmente no verão. O risco de “cabeça d’água”, conhecida erroneamente como “tromba d’água” torna-se frequente com as “chuvas de verão”.

A “Cabeça d’água” é uma cheia repentina no leito dos rios, causada por uma forte chuva em um local mas acima. São fortes corredeiras que arrastam tudo o que encontram pela frente. A “Cabeça d’água” é um fenômeno natural que ocorre em alguns rios.

Poderá estar ensolarado onde você estiver se divertindo com sua família e amigos, contudo, se mais acima do rio estiver chovendo, o nível das águas sobe vários metros em poucos segundos como se fosse um “tsunami”.

Para evitar acidentes e para sua segurança será necessário afastar-se das margens do rio, indo para locais mais altos. A “cabeça d’água” costuma dar sinais de alerta como o aparecimento de grande quantidade de folhas, galhos ou terra na água (mudança de cor, ficando mais barrosa) ou, ainda, um aumento rápido e crescente do volume e força da correnteza e afugentamento de pássaros. Como cada cachoeira tem suas características, os sinais de alerta poderão surgir de acordo com o local.

Ao combinar um banho em cachoeira é importante verificar a previsão do tempo para o dia. Não visite locais com rios e cachoeiras quando houver ameaça de chuva. As chuvas nos dias anteriores não poderão ser ignoradas, pois o aumento no volume das águas movimentou o fundo dos rios, deslocando pedras e galhos, que poderão ocasionar acidentes.

Divirta-se com responsabilidade, preserve sua vida e o meio ambiente (recolha sempre o seu lixo).

Algumas recomendações importantes para banhos em cachoeiras e córregos encachoeirados

  • O mergulho é altamente perigoso em cachoeiras, córregos e rios.
  • Muito cuidado com as pedras, o fato delas estarem secas não quer dizer que não estão escorregadias e algumas poderão estar soltas.
  • Verifique se o local é apropriado para levar crianças, gestantes, idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.
  • Use sapatos que proporcionam firmeza aos pés, evite chinelos ou rasteirinhas.
  • Utilize mochila ou pochete, procure deixar as mãos livres.
  • Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos, se possível, caminhe utilizando as mãos (“andar de quatro” garante a passagem segura. Antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar o “seu peso” todo sobre o apoio).
  • Cuidado e avalie o uso de raízes, galhos, cipós, arbustos e pedras como apoio para locomoção.
  • Cuidado ao atravessar uma corredeira, as pedras submersas são extremamente escorregadias e pontiagudas.
  • Não consuma bebidas alcoólicas e entorpecentes durante o banho em cachoeiras.
  • Não participe ou promova brincadeiras de empurrar ou dar tombos em colegas.
  • Não simule situações de afogamento.
  • Observe atentamente o local, verifique a presença de cobras, serpentes, abelhas, vespas lagartas e formigas.
  • Não fique próximo da cabeceira de cachoeiras (o topo delas)
  • Se possível, vá com um guia de turismo e sempre avise alguém sobre qual será o seu destino.

*Patricia Shimabuku é farmacêutica industrial, professora e ativista socioambiental do @compatybilidades – Artigo extraído do Notícias Botucatu.

Fonte: (Reportagem: 14News).

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