Botucatu se destacou no cenário nacional da medicina veterinária ao protagonizar um feito inédito: a primeira transfusão de sangue realizada em uma onça-pintada no Brasil. O procedimento ocorreu no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), ligado à Unesp, e envolveu um macho de 18 anos diagnosticado com doença renal crônica.
O felino, oriundo do Zoológico de Sorocaba, foi transferido para Botucatu no dia 13 de março após apresentar um quadro de anemia severa, o que inviabilizava, até então, o início do tratamento por hemodiálise. Diante da gravidade da situação, a equipe veterinária decidiu adotar uma abordagem inovadora no país: a transfusão de sangue entre indivíduos da mesma espécie.
O sangue utilizado no procedimento foi doado por uma fêmea saudável, vinda de um zoológico da capital paulista. A intervenção, que durou cerca de duas horas, foi considerada um sucesso pelos profissionais envolvidos, permitindo a estabilização do quadro clínico do animal.
Com a melhora inicial, a onça passou a receber cuidados intensivos, incluindo hidratação intravenosa e medicações específicas, permanecendo sob observação contínua para avaliação da necessidade de novos procedimentos, como a hemodiálise.

O transporte do animal também chamou atenção. A operação contou com o apoio do motorista Maurão, que conduziu o felino com segurança até o centro especializado e, orgulhoso da missão, fez questão de posar para uma foto ao lado da onça, registrando o momento histórico.
Além do caráter inédito, o caso reforça a importância de Botucatu como polo de referência em medicina veterinária e pesquisa com animais silvestres no Brasil, especialmente em atendimentos de alta complexidade. A expectativa da equipe é que, mesmo diante das limitações impostas pela idade e pela doença, o tratamento proporcione uma melhora significativa na qualidade de vida do animal. (FM Integração – baseado nas informações do site Leia Notícias/Fotos: Arquivo Pessoal)