Júlia Trovão foi morta a tiro pelo ex-companheiro em Botucatu (SP)

Vítima de feminicídio registrou 10 boletins de ocorrência e teve dois pedidos de medida protetiva negados antes de ser assassinada pelo ex

Júlia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, morta após um ataque a tiros no último sábado (21), em Botucatu, havia registrado 10 boletins de ocorrência contra o ex-companheiro, Diego Sansalone, de 38 anos, suspeito do crime. Ela também pediu três medidas protetivas ao longo dos anos, mas apenas uma foi concedida pela Justiça.

No dia do ataque, Júlia e o atual companheiro, Diego Felipe Corrêa da Silva, de 34 anos, foram baleados dentro do carro em que estavam, na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde.

Diego Felipe morreu no local. Júlia foi socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na terça-feira (24).

Os dois tinham filhos de outros relacionamentos; crianças estavam no carro no momento do ataque — Foto: Arquivo Pessoal
Os dois tinham filhos de outros relacionamentos; crianças estavam no carro no momento do ataque — Foto: Arquivo Pessoal

Os dois tinham filhos de outros relacionamentos. Júlia era mãe de um menino de 8 anos, filho do suspeito. Diego Felipe era pai de uma menina de 7 anos. As duas crianças estavam no veículo no momento dos disparos, mas não foram atingidas.

Diego Sansalone foi preso no dia seguinte ao crime, após fugir, e confessou o assassinato.

Diego Sansalone foi preso suspeito de matar ex e atual companheiro dela em Botucatu — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Diego Sansalone foi preso suspeito de matar ex e atual companheiro dela em Botucatu — Foto: Polícia Civil/Divulgação
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