Caminhos da Saúde – Imunização: quais vacinas as pessoas idosas precisam manter em dia?

Chegar aos 60 anos não significa deixar a carteirinha de vacinação de lado.

Pelo contrário. Com o passar dos anos, prevenir doenças e, principalmente, suas formas graves ganha ainda mais importância para preservar saúde, autonomia e qualidade de vida.

É por isso que a vacinação continua fazendo parte dos cuidados recomendados para pessoas idosas.

No novo capítulo da série “Caminhos da Saúde – Imunização”, da Prefeitura de Botucatu, vamos explicar quais vacinas estão previstas no Calendário Nacional para pessoas a partir dos 60 anos, contra quais doenças elas protegem e quando são indicadas.

Influenza: vacinação é anual

A gripe pode parecer uma doença simples, mas merece atenção especialmente entre as pessoas idosas.

O Calendário Nacional prevê uma dose da vacina influenza a cada temporada. A vacinação precisa ser renovada porque a composição da vacina é atualizada de acordo com os vírus influenza em circulação.

Por isso, ter tomado a vacina no ano passado não substitui a vacinação da temporada atual.

Covid-19: proteção precisa ser renovada

Para pessoas com 60 anos ou mais, o Calendário Nacional prevê uma dose da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses. O objetivo é manter a proteção contra as formas graves da doença causadas pelo vírus SARS-CoV-2.

Por isso, além de saber se já recebeu a vacina alguma vez, é importante verificar quando foi aplicada a última dose.

Hepatite B: confira se o esquema está completo

A vacina contra a hepatite B também faz parte do calendário da pessoa idosa.

A hepatite B é uma infecção viral que atinge o fígado e pode evoluir para formas crônicas da doença.

O calendário prevê três doses, conforme o histórico vacinal. A vacinação também protege contra a hepatite D, já que esse vírus depende da presença do vírus da hepatite B para provocar infecção.

Quem não sabe se completou o esquema deve procurar uma unidade de saúde para avaliação.

dT: proteção contra difteria e tétano continua após os 60

A vacina dT protege contra difteria e tétano e precisa continuar sendo lembrada na terceira idade. Após completar o esquema, o Calendário Nacional prevê uma dose de reforço a cada dez anos.

Em situações de exposição a risco de difteria e tétano, esse reforço pode ser antecipado para cinco anos. Isso significa que aquela vacina tomada muitos anos atrás pode precisar de uma nova dose para manter a proteção.

Febre amarela: indicação deve ser avaliada

Para pessoas idosas, a vacina contra a febre amarela é indicada em casos excepcionais.

Segundo o Calendário Nacional, a vacinação deve ser considerada para pessoas não vacinadas quando existe alto risco de contrair a doença, como em situações envolvendo residência ou viagem para área de risco epidemiológico.

Nesses casos, a indicação deve ser precedida por avaliação do serviço de saúde.

Para viajantes que tenham indicação, a recomendação é realizar a vacinação pelo menos dez dias antes da viagem.

E a tríplice viral?

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. No calendário da pessoa idosa, entretanto, ela possui indicação específica: é recomendada para trabalhadores da saúde com atuação profissional, após avaliação da situação vacinal pelo serviço de saúde. Ou seja, não se trata de uma vacina indicada indistintamente para todas as pessoas com 60 anos ou mais.

Pneumocócica 20-valente: quem deve receber?

A vacina pneumocócica 20-valente protege contra doenças pneumocócicas invasivas. No Calendário Nacional da pessoa idosa, ela está indicada para pessoas não vacinadas que vivem acamadas e/ou institucionalizadas, como aquelas em hospitais, unidades de acolhimento, instituições de longa permanência e casas de repouso, além de povos indígenas sem histórico de vacinação com pneumocócica conjugada.

Por isso, a necessidade dessa vacina deve ser avaliada individualmente pelo serviço de saúde.

Varicela também tem indicação específica

A vacina contra a varicela, conhecida como catapora, também aparece no calendário, mas destinada a públicos específicos. Para pessoas idosas, a indicação é voltada a trabalhadores da saúde e povos indígenas, sem história da doença ou quando houver dúvida, mediante avaliação do serviço de saúde.

“Eu nem tenho mais carteirinha de vacinação”

Isso não deve impedir ninguém de procurar uma unidade de saúde. Quem perdeu a carteirinha, não sabe quais vacinas recebeu ou não se lembra da data da última dose pode procurar a equipe para receber orientação. O importante é não considerar que a vacinação terminou há décadas simplesmente porque a infância ficou para trás.

Dia D também é para a pessoa idosa

As vacinas previstas pelo Calendário Nacional estão disponíveis na rede municipal de saúde de Botucatu, conforme indicação para cada pessoa e situação vacinal.

A população também conta com postos de vacinação com atendimento noturno. No sábado, dia 22 de agosto, Botucatu realiza o Dia D da Multivacinação, com todos os postos de vacinação abertos das 8 às 17 horas.

Filhos, netos e cuidadores também podem ajudar: confira a carteirinha de vacinação da pessoa idosa da sua família e incentive a atualização das doses necessárias.

Vacinar-se depois dos 60 é continuar escolhendo prevenção. Porque envelhecer com saúde também passa por manter a proteção em dia.

Fonte:Prefeitura de Botucatu.

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