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Patrão dispara acidentalmente e mata funcionário em Bauru

Um disparo de arma de fogo terminou em tragédia em uma empresa na Vila Engler, em Bauru. O vendedor Ozenir Bandeira de Sousa, de 54 anos, morreu logo após ser atingido no pescoço por um tiro deflagrado pelo próprio patrão e proprietário do estabelecimento, de 61 anos. Segundo a Polícia Civil, imagens de segurança mostram que o disparo foi acidental. O autor, que tem autorização para posse de armas, foi preso em flagrante e levado ao Plantão Policial, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça na audiência de custódia, realizada nesta terça (3).

O caso ocorreu na noite de segunda-feira (2). No início, havia sido aventado que uma suposta discussão teria motivado o crime. Contudo, segundo a Polícia Civil, após análise de imagens de câmeras de segurança, foi confirmado que não houve desentendimento e que, na verdade, o tiro foi acidental. Os vídeos obtidos não foram divulgados pela corporação.

“Não temos dúvidas de que foi acidental. No vídeo, é fim de expediente e vemos que o autor entra na sala, se senta de um lado de uma mesa de escritório, e o funcionário senta na frente dele. Eles começam a conversar, e o autor abre um espaço entre os papéis da mesa para colocar sobre ela um revólver calibre 38, como se estivesse mostrando ao funcionário, que trabalha há anos na empresa”, conta o delegado plantonista Mário Henrique Ramos, que registrou o caso.

“Em seguida, ele pega uma caixa, onde está uma pistola de calibre 45, e começa a mexer nesta arma. Ele aparenta manusear [o armamento] como se fosse ver se tinha munição dentro, só que ele faz isso com o dedo no gatilho. No momento que ele faz o movimento, a arma dispara e o tiro acerta o pescoço da vítima, que morreu no local”, complementa. O local foi periciado e as duas armas foram apreendidas.

DOLO EVENTUAL

O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio por dolo eventual, já que o autor possui certificado de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CAC). O documento permite a posse de arma de fogo e munições para uma pessoa exercer atividades de colecionismo, tiro desportivo e caça, desde que comprove não ter antecedentes criminais e, principalmente, possuir habilitação técnica e psicológica de manuseio e disparo de armas.

Diante disso, ainda de acordo com o BO, entende-se que o autor tinha conhecimento no que tange ao manuseio de armas de fogo e que, no momento dos fatos, teria agido sem as devidas cautelas e precauções, necessárias para evitar a morte dos que estivessem próximos e até de si mesmo. (Jcnet)