Uma investigação da Corregedoria da Polícia Civil levou à prisão preventiva de um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos suspeito de se apropriar de dinheiro de um motociclista que morreu em um acidente de trânsito no litoral paulista.
O caso começou a ser apurado após a viúva da vítima identificar uma movimentação bancária considerada incompatível com a linha do tempo dos acontecimentos. Ao verificar a conta do marido, ela encontrou uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil realizada horas depois da morte dele.
O motociclista morreu na madrugada de 15 de maio após perder o controle da moto e atingir um poste de iluminação na Avenida Mário Covas, em Santos. Após o acidente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos de identificação e liberação.
De acordo com informações registradas pela família, o corpo chegou ao IML por volta das 3h26. Entretanto, documentos analisados durante a investigação apontam que às 6h49 uma transferência eletrônica foi realizada para uma conta que estaria vinculada a um atendente do próprio instituto.
A suspeita ganhou força após a família receber o aparelho celular da vítima. Segundo o relato da viúva, o telefone apresentava avarias e indícios de manipulação. Ao acessar o dispositivo, ela percebeu a ausência de conversas e arquivos armazenados no WhatsApp.
Outro detalhe que chamou a atenção foi o registro de atividade no aplicativo após o horário da morte. Conforme o boletim de ocorrência, a última visualização registrada no mensageiro aconteceu às 8h22 daquele mesmo dia.
A descoberta da transferência ocorreu somente nove dias depois do acidente, quando a esposa iniciou os procedimentos para encerramento da conta bancária do marido. Ao consultar os dados da operação, ela verificou que o destinatário do dinheiro seria um servidor ligado ao IML de Santos e procurou a polícia.
As informações foram encaminhadas à Corregedoria da Polícia Civil, que assumiu as investigações e solicitou a prisão preventiva do suspeito. A medida foi cumprida na última segunda-feira (8).
O funcionário é investigado por suspeita de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios. As autoridades também buscam esclarecer se houve outras movimentações financeiras ou possíveis vítimas relacionadas ao caso.
Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou que acompanha a investigação e destacou que desvios de conduta são apurados administrativamente sempre que identificados.
A defesa do investigado não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.
Fonte: Terra Nativa Peruibe Com G1








