Caminhos da Saúde – Imunização: quais vacinas adolescentes e jovens precisam tomar?

Quando a criança cresce, uma coisa costuma acontecer com a carteirinha de vacinação: ela deixa de ser conferida com a mesma frequência.

Mas a vacinação não termina na infância.

Dos 10 aos 24 anos, o Calendário Nacional de Vacinação continua prevendo imunizantes importantes, seja para iniciar novas proteções, receber reforços ou completar esquemas que ficaram para trás.

É sobre essa fase da vida que trata o terceiro capítulo da série “Caminhos da Saúde – Imunização”, da Prefeitura de Botucatu. E duas vacinas chamam atenção especialmente durante a adolescência: HPV e dengue.

HPV: por que vacinar tão cedo?

A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) está prevista no Calendário Nacional a partir dos 9 anos, em dose única.

O HPV é um vírus extremamente comum e está associado a diferentes doenças. Alguns tipos podem provocar verrugas, enquanto outros estão relacionados ao desenvolvimento de cânceres, especialmente o câncer do colo do útero, além de outros tipos de câncer. É justamente por isso que a proteção começa cedo.

A estratégia é vacinar antes de uma possível exposição ao vírus, permitindo que o organismo desenvolva sua proteção antecipadamente.

Em caso de atraso, o calendário prevê a vacinação até os 14 anos, 11 meses e 29 dias. Para não vacinados entre 15 e 19 anos, devem ser observadas as estratégias vigentes.

Dengue também tem vacina

Além de combater o mosquito e eliminar recipientes que possam acumular água, a vacinação passou a integrar as estratégias de prevenção contra a dengue.

O Calendário Nacional 2026 prevê a vacina DNG4 aos 10 anos, em esquema de duas doses. Ela protege contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus.

Em caso de atraso, a vacinação pode ser realizada até os 14 anos, 11 meses e 29 dias, seguindo as recomendações do calendário.

E vale reforçar: a vacina não substitui os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti. As duas formas de prevenção caminham juntas.

Meningocócica ACWY: proteção contra doenças meningocócicas

Aos 11 anos, o Calendário Nacional prevê uma dose da vacina meningocócica ACWY. Ela protege contra doenças meningocócicas causadas pelos sorogrupos A, C, W-135 e Y.

Essas infecções podem evoluir rapidamente e provocar quadros graves.

Se a dose estiver atrasada, o calendário permite sua aplicação até os 14 anos, 11 meses e 29 dias.

Hepatite B: tomou as três doses?

A hepatite B é uma infecção viral que atinge o fígado e pode evoluir para uma doença crônica. O esquema previsto é de três doses, considerando o histórico vacinal.

Por isso, quando o adolescente ou jovem chega à unidade sem saber se completou a vacinação, a carteirinha é fundamental para que a equipe possa avaliar quais doses já foram recebidas e quais ainda são necessárias.

Tríplice viral: três doenças em uma mesma proteção

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola, além de contribuir para a prevenção da síndrome da rubéola congênita. Para adolescentes e jovens, o calendário prevê duas doses, conforme o histórico vacinal. Isso significa que quem chegou à adolescência ou à vida adulta jovem sem completar o esquema ainda deve verificar sua situação vacinal.

Febre amarela: é importante conferir a carteirinha

A vacina contra a febre amarela também aparece no calendário dessa faixa etária. A recomendação é manter a situação vacinal atualizada, principalmente para quem reside ou viaja para áreas de risco epidemiológico.

No caso de viagem, a orientação do Calendário Nacional é que a vacinação seja realizada com antecedência mínima de dez dias.

dT: proteção contra difteria e tétano continua

Outra vacina que acompanha diferentes fases da vida é a dT, que protege contra difteria e tétano. O Calendário Nacional prevê reforços durante essa faixa etária, conforme o histórico vacinal. Isso ajuda a mostrar uma característica importante da vacinação: algumas proteções precisam ser reforçadas ao longo da vida.

Cresceu e perdeu a carteirinha. E agora?

Não saber quais vacinas já tomou não deve ser motivo para deixar de procurar uma unidade de saúde. A equipe pode orientar sobre a situação vacinal e sobre as doses necessárias de acordo com a idade, o histórico disponível e as recomendações do Calendário Nacional.

Para quem ainda possui a carteirinha, a recomendação é levá-la sempre que procurar a sala de vacinação.

Dia D é oportunidade para conferir a vacinação

As vacinas previstas pelo Calendário Nacional estão disponíveis na rede municipal de saúde de Botucatu, conforme as indicações para cada faixa etária e situação vacinal.

A população também conta com postos de vacinação com atendimento noturno. E no sábado, dia 22 de agosto, Botucatu realiza o Dia D da Multivacinação, com todos os postos de vacinação abertos das 8 às 17 horas.

Adolescentes, jovens e seus responsáveis podem aproveitar a oportunidade para conferir a carteirinha e atualizar as doses necessárias. Porque crescer significa ganhar independência. Mas cuidar da própria vacinação também faz parte dela.

Fonte:Prefeitura de Botucatu.

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